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Ecodesign que potencia

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Miradouro em plástico reciclado da Floema.

O miradouro do Cabeço do Gralheiro nasce na encosta sul da Serra da Freita, integrado no percurso pedestre PR8. Um território de elevada sensibilidade ecológica, onde a leitura da paisagem, a contenção da intervenção e a durabilidade das soluções são determinantes.

O desafio consistiu em criar um ponto de observação que permitisse a contemplação e interpretação do território sem comprometer o equilíbrio do ecossistema envolvente. Um projeto onde a infraestrutura não se impõe à paisagem, mas a revela.

Infraestrutura como ferramenta de preservação 

Em áreas naturais sensíveis, a criação de miradouros deve responder a uma dupla exigência: oferecer condições de fruição e, simultaneamente, proteger o território do uso disperso e desordenado.

A intervenção no Cabeço do Gralheiro foi pensada para concentrar a presença humana num ponto definido, reduzindo o pisoteio fora do trilho e preservando solos, vegetação e habitats envolventes. O miradouro atua, assim, como infraestrutura de contenção e orientação, integrada no percurso pedestre existente.

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Miradouro em plástico reciclado

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Plástico reciclado como material estrutural

O projeto e a instalação do miradouro foram integralmente realizados em plástico reciclado. A escolha deste material responde diretamente às exigências do local: exposição permanente às intempéries, variações térmicas, humidade e ausência de manutenção.

O plástico reciclado oferece elevada durabilidade, resistência à água, ao gelo e à radiação UV, mantendo estabilidade estrutural e cromática ao longo do tempo. A inexistência de apodrecimento, fissuração ou corrosão torna-o particularmente adequado para espaços naturais onde a intervenção humana futura deve ser mínima.

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Um ponto de pausa leitura e interpretação

Ao miradouro foram integrados dois bancos e uma mesa interpretativa, igualmente produzidos em plástico reciclado. Estes elementos criam um espaço de pausa ao longo do percurso, convidando à observação, ao descanso e à leitura da paisagem.

A mesa interpretativa explora o território envolvente, promovendo uma experiência educativa e de sensibilização ambiental. Mais do que um ponto de chegada, o miradouro torna-se um lugar de compreensão do espaço natural e das suas dinâmicas.

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Potenciar o percurso e valorizar o território

A intervenção no Cabeço do Gralheiro reforça o valor do percurso PR8, qualificando a experiência do caminhar sem descaracterizar o lugar. A infraestrutura permite que o visitante observe, compreenda e respeite a paisagem, ao mesmo tempo que contribui para a proteção do ecossistema.

Desenvolvido e instalado pela Floema, o miradouro do Cabeço do Gralheiro afirma-se como um exemplo de como o desenho, o material e a leitura do território podem convergir numa solução durável, funcional e ambientalmente responsável.

Um projeto onde o plástico reciclado não é apenas um material — é um instrumento de preservação, educação e fruição consciente da paisagem.

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