O Geopark Estrela é um território onde a montanha deixa de ser apenas paisagem e passa a ser património vivo. Um Geopark Mundial da UNESCO, com mais de dois mil quilómetros quadrados e que reúne um conjunto excecional de valores geológicos, biológicos, culturais e paisagísticos, que fazem da Serra da Estrela um laboratório natural de leitura da Terra, da vida e da relação humana com a montanha.
Entre geossítios, vales glaciários, planaltos de altitude, aldeias históricas e centros interpretativos, o Estrela Geopark estrutura uma rede de percursos e espaços de leitura que permitem compreender a história geológica, a biodiversidade e o património cultural deste território singular. Neste contexto, a sinalética assume um papel fundamental: orientar, interpretar e proteger.
Sinalética como infraestrutura de preservação
Em territórios classificados, a sinalética não é apenas comunicação — é infraestrutura de conservação.
É através dela que se orientam fluxos, se protegem habitats sensíveis, se conduzem percursos e se transformam paisagens complexas em territórios legíveis, acessíveis e respeitados.
Os sistemas desenvolvidos para o Geopark Estrela foram pensados para responder a este princípio: criar suportes de leitura duráveis, discretos e cientificamente rigorosos, capazes de acompanhar visitantes sem fragilizar o território.

Mesa interpretativa ICNF
Orientar sem invadir
Sinalética direcional ICNF
A sinalética direcional estrutura os percursos interpretativos e os acessos aos geossítios, centros interpretativos e pontos de interesse.
Postes e placas direcionais ICNF acompanham os caminhos, definem cruzamentos, indicam distâncias e reforçam a segurança em ambientes de montanha. A sua implantação privilegia a leitura clara do percurso e a redução de pisoteio fora dos trilhos, contribuindo para a proteção da vegetação e dos solos sensíveis.
A forma, a escala e os materiais foram definidos para garantir resistência ao gelo, radiação UV, variações térmicas e ventos de altitude, assegurando uma presença discreta e permanente.

Placa direcional ICNF
Ler a montanha e a história
Sinalética interpretativa
Nos geossítios, miradouros, centros interpretativos e pontos-chave do território, a sinalética interpretativa traduz processos geológicos, ecológicos e históricos em linguagem acessível.
Mesas interpretativas ICNF explicam a origem dos vales glaciários, a dinâmica dos antigos glaciares, a biodiversidade endémica, os sistemas de transumância, os vestígios megalíticos e a evolução do povoamento humano.
Estes suportes transformam o território num espaço de aprendizagem ao ar livre — onde cada paragem é uma página do grande livro da Terra.

Mesa interpretativa ICNF

Sinalética SMART
Organizar e contextualizar a experiência
Sinalética informativa
A sinalética informativa estrutura os percursos, comunicando mapas, normas de conduta, regras de proteção, tempos de percurso e informação de segurança.
É através dos painéis informativos ICNF que se promove uma fruição responsável, se previnem comportamentos de risco e se reforça a consciência ambiental, essencial num território onde a preservação depende também do comportamento de quem o visita.

Painel informativo ICNF
Ler a paisagem sem impactar
Miradouro em plástico reciclado
A construção de miradouros deve ter sempre em consideração o seu impacto nestes ecossistemas frágeis.
Em pontos estratégicos do território, foi também desenvolvida a construção de miradouros em plástico reciclado — estruturas de observação concebidas para permitir a contemplação da paisagem e dos vales glaciários sem interferir com os solos e habitats sensíveis.
O plástico reciclado foi escolhido pela sua elevada durabilidade, resistência à água, ao gelo e à radiação UV, bem como pela sua ausência de manutenção, garantindo estabilidade estrutural e cromática ao longo do tempo. Estas plataformas criam pontos de pausa, leitura e contemplação, canalizando os fluxos de visitantes e evitando a dispersão fora dos trilhos definidos.

Miradouro em plástico reciclado



