Casos de Estudo

Ecoturismo que preserva

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Duas pessoas a ler conteúdos de mesa interpretativa ICNF em plástico reciclado na Serra da Estrela.

O Geopark Estrela é um território onde a montanha deixa de ser apenas paisagem e passa a ser património vivo. Um Geopark Mundial da UNESCO, com mais de dois mil quilómetros quadrados e que reúne um conjunto excecional de valores geológicos, biológicos, culturais e paisagísticos, que fazem da Serra da Estrela um laboratório natural de leitura da Terra, da vida e da relação humana com a montanha.

Entre geossítios, vales glaciários, planaltos de altitude, aldeias históricas e centros interpretativos, o Estrela Geopark estrutura uma rede de percursos e espaços de leitura que permitem compreender a história geológica, a biodiversidade e o património cultural deste território singular. Neste contexto, a sinalética assume um papel fundamental: orientar, interpretar e proteger.

Sinalética como infraestrutura de preservação 

Em territórios classificados, a sinalética não é apenas comunicação — é infraestrutura de conservação.

É através dela que se orientam fluxos, se protegem habitats sensíveis, se conduzem percursos e se transformam paisagens complexas em territórios legíveis, acessíveis e respeitados.

Os sistemas desenvolvidos para o Geopark Estrela foram pensados para responder a este princípio: criar suportes de leitura duráveis, discretos e cientificamente rigorosos, capazes de acompanhar visitantes sem fragilizar o território.

Mesa interpretativa ICNF modelo Floema em plástico reciclado para o Geopark Estrela. A mesa está num dos vales glaciares do parque.

Mesa interpretativa ICNF

Fotografia de Rui Gaiola

Orientar sem invadir

Sinalética direcional ICNF

A sinalética direcional estrutura os percursos interpretativos e os acessos aos geossítios, centros interpretativos e pontos de interesse.

Postes e placas direcionais ICNF acompanham os caminhos, definem cruzamentos, indicam distâncias e reforçam a segurança em ambientes de montanha. A sua implantação privilegia a leitura clara do percurso e a redução de pisoteio fora dos trilhos, contribuindo para a proteção da vegetação e dos solos sensíveis.

A forma, a escala e os materiais foram definidos para garantir resistência ao gelo, radiação UV, variações térmicas e ventos de altitude, assegurando uma presença discreta e permanente.

Placa direcional ICNF em HPL+ com poste em plástico reciclado castanho no Geopark Estrela.

Placa direcional ICNF

Fotografia de Rui Gaiola

Ler a montanha e a história

Sinalética interpretativa

Nos geossítios, miradouros, centros interpretativos e pontos-chave do território, a sinalética interpretativa traduz processos geológicos, ecológicos e históricos em linguagem acessível.

Mesas interpretativas ICNF explicam a origem dos vales glaciários, a dinâmica dos antigos glaciares, a biodiversidade endémica, os sistemas de transumância, os vestígios megalíticos e a evolução do povoamento humano.

Estes suportes transformam o território num espaço de aprendizagem ao ar livre — onde cada paragem é uma página do grande livro da Terra.

Mesa interpretativa ICNF em plástico reciclado Floema num vale da Serra da estrela com lagoa e montanhas no fundo.

Mesa interpretativa ICNF

Fotografia de Rui Gaiola

Detalhe de mesa interpretativa ICNF em plástico reciclado Floema com placa smart com QR code para acesso a plataforma online do Geopark Estrela.

Sinalética SMART

Organizar e contextualizar a experiência

Sinalética informativa

A sinalética informativa estrutura os percursos, comunicando mapas, normas de conduta, regras de proteção, tempos de percurso e informação de segurança.

É através dos painéis informativos ICNF que se promove uma fruição responsável, se previnem comportamentos de risco e se reforça a consciência ambiental, essencial num território onde a preservação depende também do comportamento de quem o visita.

Painel informativo ICNF de plástico reciclado Floema para Geopark Estrela com vista no horizonte da montanha.

Painel informativo ICNF

Fotografia de Rui Gaiola

Ler a paisagem sem impactar

Miradouro em plástico reciclado

A construção de miradouros deve ter sempre em consideração o seu impacto nestes ecossistemas frágeis.

Em pontos estratégicos do território, foi também desenvolvida a construção de miradouros em plástico reciclado — estruturas de observação concebidas para permitir a contemplação da paisagem e dos vales glaciários sem interferir com os solos e habitats sensíveis.

O plástico reciclado foi escolhido pela sua elevada durabilidade, resistência à água, ao gelo e à radiação UV, bem como pela sua ausência de manutenção, garantindo estabilidade estrutural e cromática ao longo do tempo. Estas plataformas criam pontos de pausa, leitura e contemplação, canalizando os fluxos de visitantes e evitando a dispersão fora dos trilhos definidos.

Miradouro com bancos em plástico reciclado castanho Floema. Incluída mesa interpretativa modelo Floema em HPL Print. Montanhas da Serra da Estrela no fundo.

Miradouro em plástico reciclado

Fotografia de Rui Gaiola

Floema — Floema default site description